A revolução digital da Índia avança, porém impostos que incidem sobre smartphones elevam o custo final e tornam o dispositivo menos acessível para famílias de renda média, atrasando a inclusão tecnológica mesmo diante de um ecossistema de aplicativos que promete transformar a vida cotidiana.

Essa carga tributária eleva o preço de um smartphone básico para cerca de 180 USD, o que para muitas famílias representa a escolha entre prioridades de consumo e a conectividade essencial, freando o crescimento do mercado e a adoção de tecnologias móveis.

Especialistas apontam que impostos sobre bens de consumo e serviços de telecomunicações criam uma barreira estrutural que reduz a demanda, desincentiva investimentos e impede que redes de dados mais rápidas alcancem áreas rurais com a mesma intensidade das zonas urbanas.

Um agricultor em Vidarbha utiliza o seu smartphone para checar os preços de mandi antes de vender a safra, demonstrando como o dispositivo já é parte da infraestrutura econômica local e como o custo do aparelho pode limitar decisões que afetam diretamente a renda do produtor.

Mesmo com promessas de inclusão digital, a alta tributação sobre dispositivos e planos de dados reduz a difusão de soluções móveis, ampliando a lacuna entre cidades conectadas e regiões rurais que poderiam se beneficiar de uma conectividade mais ampla.

Especialistas defendem que reduzir impostos sobre dispositivos digitais e facilitar planos de dados competitivos ajudaria a ampliar vendas, estimular inovação e acelerar a transição para a economia baseada em dados, desde que haja proteção ao consumidor e melhorias na infraestrutura de rede.

Sem esse apoio, a Índia corre o risco de perder tempo valioso de progresso tecnológico, com custos de produtividade mais altos e maior exclusão digital que comprometem o crescimento inclusivo da nação.