Segundo a Omdia os envios de smartphones devem cair consideravelmente nos próximos trimestres à medida que os custos de memória pressionam as margens dos fabricantes e tornam os aparelhos menos atrativos para os compradores.

As cotações de memória continuam a subir devido a flutuações de fornecimento e à maior demanda por capacidades de armazenamento, restringindo lucros e forçando as montadoras a revisar estratégias de preço e planejamento de inventário.

Essa pressão afeta mais fortemente os modelos de médio e baixo custo, onde as margens já são mais finas e os consumidores adiam a compra em expectativa de quedas de preço.

Analistas apontam que a demanda pode desacelerar não apenas por preço elevado mas também pela escassez de componentes críticos que atrasam lançamentos de novos dispositivos.

O aumento nos custos de memória está levando fabricantes a buscar cadeias de suprimento mais diversas e a explorar opções de memória mais econômicas ou técnicas de gestão de armazenamento para reduzir o impacto financeiro.

Em diferentes regiões o efeito é assimétrico com mercados sensíveis ao preço apresentando quedas de demanda mais rápidas enquanto segmentos premium ainda consideram aquisições apenas com promoções e condições atrativas.

Conclui-se que o ritmo de crescimento mudará de rumo e a indústria pode ver maior ênfase em smartphones mais simples, eficientes em memória e com custos totais reduzidos, conforme as cadeias de suprimento se adaptam.