Pesquisadores de universidades internacionais anunciaram que a tecnologia de smartwatch pode monitorar sinais fisiológicos para indicar intoxicação por cannabis em tempo real, utilizando dados como frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca e padrões de sono para inferir alterações no estado de consciência.

O estudo descreve como sensores como acelerômetro, giroscópio e sensores ópticos ajudam a identificar mudanças na coordenação motora, no tempo de reação e no desempenho cognitivo que acompanham o uso de cannabis.

Os resultados ressaltam que a precisão varia entre indivíduos e contextos, exigindo validação clínica extensa e modelos personalizados que considerem tolerância, dose e uso de outras substâncias.

As aplicações potenciais vão desde ambientes de trabalho e condução segura até estratégias de saúde pública, com alertas em tempo real que podem evitar acidentes e facilitar intervenções rápidas.

Os autores enfatizam que a tecnologia é uma ferramenta de apoio e não um substituto para avaliações médicas, exigindo diretrizes claras sobre uso, consentimento e responsabilidade legal.

Questões de privacidade e proteção de dados surgem, exigindo padrões rigorosos de coleta, armazenamento e descarte, bem como salvaguardas para evitar abusos ou discriminação.

A pesquisa também aponta limitações como a necessidade de validação em populações diversas, padronização de métricas e integração com plataformas de saúde digital antes da implementação ampla.