O mercado global de smartphones dobráveis está passando por uma expansão acelerada. Este mercado relativamente novo, lançou seu primeiro produto em 2019. Porém, foi em finais de 2018 que começamos a ver os primeiros anúncios de um smartphone dobrável como o Samsung Infinity Flex Display.
Atualmente, o aumento da acessibilidade e disponibilidade de telefones inteligentes dobráveis são factores-chave para o crescimento destes dispositivos. De acordo com dados da Omdia, a Huawei lidera o mercado com uma considerável quota de mercado de 39,8%, enquanto a Samsung, a pioneira em tecnologia dobrável, fica para trás com uma quota de mercado de 16,7%.
Honor ocupa a terceira posição com uma quota de mercado de 13,0%. Vários outros competidores estão consolidando a sua presença neste ambiente competitivo. A Vivo conseguiu uma quota de mercado de 11,3%, enquanto a OPPO detém 7,0% do mercado.
Gigantes da tecnologia como Google e Xiaomi também entraram na corrida com uma quota de mercado de 5,6% e 3,1% respectivamente. Uma rápida análise nas estatísticas mostra que as marcas chinesas dominam este mercado.
Por exemplo, a Huawei teve uma queda nas suas vendas gerais de smartphones, mas manteve um desempenho consistente no setor de smartphones dobráveis. Em 2022, o pesquisador de mercado Trendforce observou que a Huawei alcançou uma quota de mercado de cerca de 10% após o lançamento do Huawei Mate Xs 2 dobrável lateralmente e o Pocket S flip.
Apesar de não possuir os Serviços Móveis do Google (GMS), o lançamento em março deste ano teve um ótimo desempenho no mercado. Talvez seja impulsionado pelo patriotismo, pois o aparelho representou 50% do mercado de smartphones dobráveis na China na primeira metade do ano.
A Samsung, por sua vez, afirmou que pretende vender 20 milhões de smartphones dobráveis no próximo ano. Essa declaração vem após as vendas de seus smartphones dobráveis terem superado as da geração do Samsung Note. Ainda em 2022, a empresa detinha a segunda posição no ranking e está ansiosa para chegar ao topo. No entanto, a Samsung terá que se defender de fabricantes chineses como a Vivo, que têm modelos mais baratos no mercado.