Um grupo chinês está se preparando para lançar a Honor, a marca de smartphone anteriormente associada à Huawei, na Austrália. A Honor começou quando a Huawei, uma empresa banida globalmente, vendeu a marca para uma empresa controlada pelo Partido Comunista Chinês (PCC) gerida pelo governo municipal de Shenzhen.

A previsão é que a Honor chegue ao mercado australiano com smartphones de baixo custo, embora o risco financeiro para os revendedores parece ser elevado. A marca foi apresentada a vários varejistas e operadoras na Austrália. Um distribuidor alegou que a Honor oferecia apenas uma gama de smartphones por um preço acessível e que todo o risco ficava para o distribuidor.

Os smartphones da marca chinesa Realme e Vivo, ambos da BBK Electronics, não conseguiram decolar na Austrália, mesmo estando sob o controle da OMC Electronics, uma empresa em débito. Durante um painel de perguntas e respostas da semana passada, Tony Ran, presidente da Honor EU, insinuou que o lançamento internacional do Honor 90 Pro poderia estar entre as próximas ações da empresa.

Atualmente, o Honor 90 Pro é disponível apenas na China. No entanto, a Honor espera ganhar mais terreno no cenário internacional, vendo a Austrália como mercado chave a ser atingido. A decisão de reter o lançamento de um smartphone premium pode estar relacionada às preocupações com a saturação do mercado e a relutância dos varejistas em assumir a marca.

A empresa chinesa já lançou os modelos Honor Magic 5 Pro e Magic 5 Lite no mercado internacional este ano. No passado, o senador republicano Marco Rubio fez um apelo à administração Biden para colocar a Honor na lista negra, alegando que a empresa representa uma ameaça à segurança nacional.

Em 2020, quando Huawei vendeu a Honor para o governo chinês, houve quem sugerisse que a Huawei ainda era a verdadeira proprietária. Com este movimento, a Honor conseguiu formar parcerias com MediaTek, Qualcomm e muitas outras empresas, algo que não poderia fazer quando era controlada em 100% pela Huawei. George Zhao Ming, CEO da Honor, afirma que a empresa não está mais limitada pelas sanções que impediram a Huawei de entrar em mercados como a Austrália.